
Ando tão perdido de mim, tão fatigado de colisões cotidianas.
Ainda não sei como, mais preciso começar de alguma forma. Desfibrilar os sentimentos que me afligem todos os dias. Ao despertar me dei conta, de que não sobreviveria nem mais um dia sem discorrer, mesmo que em palavras clichês, está história. Mesmo que contada para mim mesma, entre soluços de uma tempestade de Agosto.
Era cedo, e talvez ainda seja, mas mesmo assim não me cabe o egoísmo de resguardar dentro do peito todas as anotações mentais que presenciei ao longo de meus tão pequenos dias. Pois bem, que seja, cedo ou tarde, façamos o que deve ser feito.
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Os dias sempre se parecem comuns, talvez para mim, ou para você, mais nunca é igual para todas as criaturas. Não era para ela, ou para mim, que insisto em me transformar em personagem das minhas tão egoístas narrativas. Pois que seja. Ainda assim a história não mudaria, o amor não cessaria, tão pouco se reencontrariam em mais um metrô lotado de almas aflitas.
O que senti ao cruzar com aqueles olhos de um céu estrelado, não sei estabelecer aqui. Mas sei que de alguma forma, tudo que se transcorreu naquele curto período de tempo entre sentir e descobrir me trouxe, agora, com estas palavras tortas, podres e até mesmo tolas. Eu sou um clichê ambulante, todos nós somos. Porque de alguma forma, em algum ponto da vida, todos desejamos viver um clichê desses, de se apaixonar, descontroladamente. Comigo não seria diferente, assim como não foi. Eu cai nessa armadilha, sem preconceitos ou credos. Não digo que deixei, porque se houvesse algum controle sob os sentimentos que entorpecem o homem já teriam inventado uma cura para a paixão. Mais ela não existe, ou talvez até exista, ai com você, nestes teus olhos profundos e estonteantes que me afagam a alma com um simples e despretensioso olhar, tão doce.
O amor é mesmo loucura; clichê. Doido mesmo é sentir essa aflição e delicia batendo no peito, entorpecer gradativamente com um simples sorriso, e se entregar desvairadamente a mais um delírio do corpo, das mãos, dos olhos. Quando vê, já tá ali, com borboletas no estômago e arrepios na espinha, um olhar bobo, perdido no espaço amplo em busca de um único olhar. De qualquer forma, estamos inaptos a não viver estes romances, não cabe a nós a capacidade de impedir os sentimentos, nem mesmo de lutar contra eles. Deixa que venha, que sinta, que toque. Deixa que o tempo se encarrega, que o afeto soberano complete a áurea romântica deste novo casal, que se faz, agora, mais uma formação de corpos no mundo. Dois tornam-se um.
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É isso que a gente precisa, de um amor que nos enlouqueça devagarinho. Que nos leve aos céus sem mexer um músculo. O delírio do qual nos orgulhamos de sentir dia após dia. Um amor desses, que eu sinto agora, que chega aos poucos para trazer uma nova razão as minhas palavras.










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